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Segunda-feira, Setembro 06, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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A pós-modernidade de Lars Von Trier

¿¿Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada¿¿. Os versos de Vinícius de Moraes ilustram bem o que é Dogville, a cidade. Surpreendente, acho que seria a palavra para definir o que é Dogville, o filme. Extremamente pós-moderno, Dogville não nada fácil de se compreender e exige, em alguns momentos, um pouco de paciência do público para aceitá-lo.
O diretor e roteirista Lars Von Trier, criador do movimento Dogma 95, dessa vez foi longe demais. Pois é, que bom! Não satisfeito em banir a trilha sonora e a iluminação não ambiente, o dinamarquês Lars expõe toda a sua criatividade ao criar Dogville, uma pequena cidade americana, à margem de tudo e de todos, representada no filme por traços no chão e simples objetos como camas e cadeiras. Ou seja, não há cenário, nem ambientação.
No contato inicial, o telespectador, acostumado a grandes produções e cenários bem ambientados e mirabolantes, se sente deslocado. A impressão que se tem é que você vai assistir a uma grande peça de teatro. Mas tudo é uma questão de costume, pois logo o telespectador percebe que o cenário é apenas um detalhe e se vira para o que realmente importa no cinema, os diálogos, as interpretações e a história. E com diálogos ricos e bem trabalhados, grandes interpretações e uma história um pouco longa, mas cativante, Lars consegue arrebatar os telespectadores facilmente. Destaque também para a narração de John Hurt, muito bem conduzida e essencial para o filme.
A história é a seguinte: A época é durante a Grande Depressão, período de muita dificuldade para os habitantes dos Estados Unidos. Grace (Nicole Kidman) está fugindo de gângsters e vai buscar abrigo na pequena cidade de Dogville. Lá, ela é acolhida pelo jovem Tomas Edison Jr (Paul Bettany) que promete ajudá-la. Eles se reúnem com a dezena de habitantes da cidade e estes decidem que ela poderá ficar, mas somente se Grace passar a contribuir com a cidade, através da prestação de alguns serviços. Porém, conforme o risco que é abrigar Grace vai crescendo, as exigências das pessoas vão aumentando e eles vão revelando suas verdadeiras personalidades.
Acima de tudo, Dogville é um retrato das ações humanas. Mostra que, na sociedade, até o ser que aparenta a maior inofensividade pode esconder uma personalidade contraditória e cruel. Nada mais pós-moderno do que isso, afinal, no mundo pós-moderno as pessoas não são capazes de conhecer profundamente os seus melhores amigos e nunca visitaram as casas deles (pense nisso e tente perceber a quantas pessoas você confiaria sua alma, mas não conhece nem a sala de estar).
O elenco teve de ser escolhido a dedo, pois é muito bom, e até agora estou me perguntando como que a Nicole Kidman foi aceitar um papel como esse? Um filme não Hollywoodiano, com uma proposta tão diferente daquelas que ela já participou. Parabéns à bela Nicole que encarou o desafio e o tirou de letra. Ótimo também o tal do Paul Bettany, desconhecido, mas talentoso. O pouco número de personagens presentes na trama permitiu a Lars trabalhar cada um com esmero e cuidado. O resultado foram personagens complexos, mas muito bem apresentados.
Outro ponto forte: trata-se de um filme sem retoques. Não só do ponto de vista aparente, mas também nas ações das personagens. A ações são aquilo que estão ali, não foram retocadas em nome do pudor ou na busca pelo belo. Acho que o descompromisso do autor possa ter motivado tal espontaneidade quantos aos atos.
No final, um desfecho surpreendente, mas lógico, ou você não faria aquilo? Condenável pelo ponto de vista ético, porém justificável do ponto de vista humano, o final traz ao telespectador um sentimento, pelo menos, de justiça.
É bom lembrar que Lars prometeu uma trilogia, da qual Dogville é o primeiro filme. Os Estados Unidos são o enfoque desta trilogia que terá como segundo capítulo um filme de título Mandalay, que já tem o roteiro pronto e vai retomar a história de Dogville algumas semanas depois do seu fim. A terceira vai se chamar Wasington (sem h mesmo). O interessante é que Von Trier nunca pisou em terras norte-americanas.
Reflexão: O filme nos faz entender que o homem não é um ser perfeito, pois está sujeito aos seus sentimentos e na maioria das vezes é levado a agir de acordo com eles.

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Sexta-feira, Julho 30, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Como prometido crítica sobre o filme `O Outro Lado da Rua´, espero que gostem. Só um adendo, o filme 'O Outro lado da Rua' está participando do Festival de Tribeca, organizado por nada mais nada menos que Robert de Niro. Tribeca é um bairro de Nova Iorque onde mora o ator norte-americano. O Festival recebe películas de todo o mundo.

`O Outro Lado da Rua´, o melhor filme do Cine PE Festival do Audiovisual

Não foi à toa que `O Outro Lado da Rua´, do diretor Marcos Bernstein, foi escolhido como melhor filme do Cine PE Festival do Audiovisual. O filme só estréia no circuito comercial no dia 28 de maio, mas os espectadores recifenses tiveram a oportunidade de assisti-lo em primeira mão no Brasil. A atriz Fernanda Montenegro, que esbanjou simpatia durante o Festival, levou o prêmio de melhor atriz. Completam o elenco os atores Raul Cortez e Laura Cardoso, em uma participação especial.
O filme conta uma história bastante interessante, o que só vem a confirmar o talento de Marcos Bernstein, também roteirista da película. Fernanda Montenegro é Regina, uma aposentada que se separou do marido e mora sozinha em um apartamento em Copacabana. Para combater a solidão ela procura sentir-se útil e participa de um serviço de informações da polícia que reúne aposentados. Em mais uma noite corriqueira de vigilância com seu binóculo ela presencia o que interpreta ser um assassinato. O autor, segundo ela, é Raul Cortez, Camargo, juiz aposentado e com muito poder e influência. A vítima é a esposa dele. Tentando provar sua versão do crime, Regina busca ardilosamente aproximar-se do suspeito, mas nem tudo sai como planejado e é assim que a história se desenrola.
O filme passa-se no bairro carioca de Copacabana proporcionando uma bela fotografia, dirigida por Toca Seabra. A película tem uma boa sacada que é a de abordar o assunto dos relacionamentos na terceira idade, tema pouco observado tanto na teledramaturgia quanto nas telas de cinema. Parabéns ao diretor por ter conseguido encaixá-lo na trama do filme. Outro fator bastante positivo na película são os diálogos, todos muito bem escritos. Os textos saem como música (no bom sentido) da boca dos atores que ajudaram bastante com interpretações magníficas. Sucintos e objetivos, eles conseguem, sem muito esforço, passar a sua mensagem.
Um capítulo à parte foi a interpretação de Fernanda Montenegro, como sempre, maravilhosa. O prêmio de melhor atriz do festival foi totalmente merecido.

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Sábado, Julho 10, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Estava olhando as estréias da semana e vi que Espelho D´água está estreando entre elas. Tive a oportunidade de assistí-lo no Festival do Audiovisual do Recife e agora publico crítica. A fotografia é o forte da película que, no mês de junho, ganhou os prêmios de melhor fotografia e som no Festival de Cinema de Miami.



O filme Espelho D´água, Uma Viagem no Rio São Francisco, do diretor Marcus Vinícius Cezar, prima pela perfeição da fotografia proporcionada pelo meu Nordeste e pelo glorioso Rio São Francisco. A história do filme é centrada na figura do fotógrafo Henrique (Fábio Assunção) que sai do Rio de Janeiro para fotografar as belezas do Velho Chico. Entretanto, chega uma parte que ele descobre que nem tudo são flores e que o rio também sofre. Desse modo, ele resolve mudar o rumo do seu trabalho, buscando mais a realidade do Rio São Francisco. Por motivos que não vou citar aqui para não estragar o prazer de quem for assistir ao filme, Henrique acaba se desencontrando da sua namorada, Celeste (Carla Regina) que sai na busca do moço. É nessa busca em que as imagens do São Francisco são valorizadas e mostradas. Os mitos e lendas do Rio também são mostrados proporcionando ao público um pouco mais de conhecimento sobre a nossa região. Uma coisa que me agradou bastante foi o enfoque no povo ribeirinho, na minha opinião, de forma não caricata como costumam fazer os diretores do sul. Ponto muito positivo. No elenco, destaques para Regina Dourado, como sempre, um show de interpretação, e Aramis Trindade, ótimo e engraçadíssimo como Zé da Carranca. Uma história à parte e muito mais interessante que o romance de Herinque e Celeste, é a convivência do canoeiro Abel (Francisco Carvalho) com sua canoa, apelidada de Sidó. Você pode não entender bem essa minha afirmação (assista ao filme), mas é entre eles que ocorrem os melhores diálogos da película. Com uma fotografia belíssima, uma sonoplastia perfeita e com um roteiro que não é lá grandes coisa, Espelho D´água nos proporciona uma belíssima viagem pelo São Francisco que, se você puder um dia, faça também. Recomendo as duas coisas, assista ao filme e faça a viagem!

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Com a grande ajuda da Samantha estou desenvolvendo um novo layout para o Blog. Ela disse que ficou bonito, então eu acreditei. Ela é fera no Photoshop e fez um banner muito legal. Mais uma vez, obrigado! Em breve o novo Layout estará no ar, aguarde! Essa época nos cinemas é dedicada aos filmes infantis, por isso aqui tá meio fraco de crítica. Prometo que vou passar na locadora ou ir no Telecine assistir algum filme e comentar por aqui. Continuem comentando, valeu!

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Quarta-feira, Julho 07, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Estou há um tempo sem postar, na verdade, estou sem tempo, muito trabalho. Para não deixar o blog à mingua publico esta notícia sobre a bilheteria do Homem Aranha.

Homem-Aranha 2 dominou o fim de semana prolongado dos norte-americanos (foi feriado de Independência por lá) e faturou altíssimo. O filme fez espetaculares 180,1 milhões de dólares em apenas seis dias em cartaz - de quarta a segunda - e quebrou uma série de recordes. Além de ser a maior estréia de uma quarta-feira de todos os tempos, a continuação venceu Matrix reloaded (146, 9 milhões) no período de seis dias com larga vantagem.
De segunda a domingo, Aranha 2 fez 88,3 milhões, valor bastante inferior ao obtido pelo filme original (144 milhões). Trata-se, entretanto, de algo facilmente justificável, pois a primeira adaptação do aracnídeo entrou em cartaz numa sexta e a seqüência foi lançada no meio da semana, o que garantiu tempo suficiente para que a primeira leva de fanáticos conferisse a aventura antes do fim de semana. Outros recordes quebrados: melhor feriado de 4 de julho de todos os tempos, batendo Homens de preto II (52,1 milhões), e melhor abertura para um fim de semana em julho (88,3 milhões), muito acima dos 73 milhões de Austin Powers em o homem do membro de ouro.

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Sábado, Julho 03, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Não posso deixar de vir até aqui para comentar essa perda irreparável do cinema mundial. Uma vida pessoal um tanto conturbada e uma profissional brilhante. Estrela de um dos meu filmes favoritos (a série O Poderoso Chefão), ele interpretou Don Vito Corleone, o Godfather. Infelizmente as coisas são assim, é mais um ator que parte para a história deixando um belíssimo legado cinematográfico. Ele foi mestre em outros tempos do cinema, um tempo bom, mas que não volta nunca mais. Adeus Marlon Brando e obrigado.

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Sexta-feira, Julho 02, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Aís está pessoal. Com exclusividade publico nesta sexta-feira de manhã a crítica do filme mais esperado do ano e que estréia hoje. Assistam e comentem!



Homem Aranha volta mais sentimental do que nunca

Luz Câmera Ação! Muita ação mesmo. Homem Aranha 2, a continuação da saga adaptada dos Quadrinhos para as telonas, dirigido por Sam Raimi, traz para o público grandes seqüências de luta, vôos genais e salvamentos impossíveis. Tudo reunido em cenas de tirar o fôlego (não estou exagerando não, falta fôlego mesmo!). Mas o filme não é só isso, desta vez o Homem Aranha, e o seu alter ego, Peter Parker (Tobey Maguire), estão mais sentimentais do que nunca trazendo a público uma face quase nunca explorada nos super-heróis, sempre tão perfeitos e imbatíveis. O grande responsável por isso: o roteirista Alvin Sargent de Júlia e Gente Como a Gente.
Abordar o Homem Aranha e seus conflitos pessoais e questionamentos internos foi uma ótima iniciativa, pois desvirtua da ação e, conseqüentemente, agrada a todos os públicos. Inteligente a tática já que é de conhecimento de todos a intenção de superar o primeiro filme da série que acumulou a bagatela de US$ 820 milhões em todo o mundo.
Peter Parker não é aquele cara perfeito, extrovertido e, muito menos, rico. Pelo contrário, bastante desajeitado ele ainda é tímido e duro. Como todo jovem ele sofre com seus conflitos. Para completar, Peter ainda tem de conviver com a vida dupla de herói e estudante. Sem falar no amor impossível de Mary Jane, interpretada mais uma vez por Kirsten Dunst.
Nessa continuação a luta é contra o Doutor Octupus (Alfred Molina) um cientista que está desenvolvendo uma nova tecnologia para produção de energia. Mas, quando tudo dá errado, ele acaba sendo controlado pelos braços mecânicos instalados por ele mesmo na espinha dorsal. Um inimigo realmente a altura do Homem Aranha proporcionando ao público eletrizantes lutas nos lugares mais diversos. O interessante é que até o vilão sofre com seus conflitos internos, pois, na verdade, ele está sendo controlado pela vontade dos braços mecânicos incrustados na sua espinha dorsal.
Os efeitos especiais são impressionantes e muito bem colocados. Há cinco anos (mesmo como Matrix, suas inovações e tudo mais), não imaginava que um filme pudesse chegar a esse nível. As cenas não pouparam nada em termos de ação, movimentos e brigas. Carros voando, gente subindo em prédio (opa isso é normal tratando-se do Cara de Teias) e o clímax do heroísmo do Homem Aranha, quando chega a clássica cena do trem desgovernado. Vou explicar só essa cena viu, não vou desvendar todo o filme não, podem ficar tranqüilos.
Doutor Octupus deixa um imenso abacaxi na mão do Aranha. Ou pior, um trem desgovernado que não está com os trilhos terminados. A missão: parar o trem lotado de pessoas. Numa seqüência eletrizante o Homem Aranha tenta de todas as maneiras parar o trem. Se ele consegue? Tentem adivinhar ou vejam o filme...
Para os fãs da série algumas caras conhecidas como o Doutor Connors, professor de Peter na Faculdade, Harry Ousborne, amigo de Peter, J.J. Jameson, o editor do jornal para o qual Peter vende as fotos do Aranha, e o filho dele, John Jameson.
A primeira parte do filme é mais leve, com situações muito engraçadas. Você já imaginou que o Homem Aranha precisasse de um elevador para descer de um prédio? Pois é, a cena conflituante torna-se hilária e é uma das passagens mais engraçadas da película. Já a segunda parte do filme é pauleira. Ação intercalada por breves momentos de romance. Os elementos de drama inseridos no filme dão um quê a mais e diferenciam esta continuação do primeiro. Diálogos mais demorados mostram também que os atores não são meras decorações. Toby Maguire, Kirsten Dunst e Rosemary Harris (Tia May) vão muito bem.
Mas eu tenho uma reclamação sobre o filme. Sim! OCriticodecinema vê defeitos até em filme que ele é fã. Coisa mínima e pessoal. Senti falta das piadinhas do Aranha que entre uma teia e outra exibia o seu bom humor até mesmo quando estava lutando. Talvez pela trama estar mais elaborada e melosa, as piadinhas tenham sido preteridas. Mas que eu senti falta senti.
Sobre o fim, claro que eu não vou contar, mas uma dica sobre a continuação (Homem Aranha 3) eu posso deixar. A dica é a seguinte: O que você faria quando o seu melhor amigo virasse o seu pior inimigo? Um filme realmente para se assistir por duas vezes, poucas vezes saí do cinema com essa vontade. Agora é só esperar pela continuação e que venha o terceiro!

Filme assistido na Pré-Estréia em Recife, 01/07/2004, UCI Shopping Center Recife

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Novidade exclusiva. A Notícia veio de última hora, mas eu ontem (quinta-feira), ganhei convite para a pré-estréia mais esperada do ano. Homem Aranha 2. Não deu tempo nem de postar a novidade. A crítica já está quase pronta, mas vale a pena deixar o recado. Tem coisas que só OCriticodecinema traz para você!!!

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Terça-feira, Junho 29, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Como grande fã de Star Wars publico aqui uma matéria do site omelete.com.br (visitem!) sobre o Episódio III. Estou ansioso por essa continuação que infelizmente será a última da melhor série de filmes que já acompanhei (junto a Poderoso Chefão).



Segundo o site oficial de Star Wars, as filmagens adicionais de Star Wars: Episódio III já estão programadas e envolverão principalmente trabalho diante de tela azul, que mais tarde será substituída por cenários e personagens digitais. O produtor Rick McCallum informou que eles estão atualmente na segunda montagem do filme e que o diretor George Lucas já mostrou a versão preliminar da aventura a chefes de departamentos diversos e alguns amigos íntimos. A montagem atual ainda não inclui animações CGI, apenas marcações de baixa resolução que servirão como guias na pós-produção.
A nova rodada de filmagens começará dia 23 de agosto e seguirá até 4 de setembro, no Reino Unido. Os atores que voltarão para as novas cenas são Silas Carson, Hayden Christensen, Anthony Daniels, Samuel L. Jackson, Ian McDiarmid, Christopher Lee, Ewan McGregor e Natalie Portman. McCallum também revelou que uma cena inédita inteira será filmada e que ela mostra uma conversa entre Anakin e Yoda.

Star Wars: Episódio III estréia em 19 de maio de 2005.

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Domingo, Junho 27, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Se preparem, as críticas estão chegando em massa. Como prometido, mais uma, a do filme Cazuza, o tempo não pára. Muito bom. Não esqueçam de comentar.



´Vida louca, vida breve...´

O filme Cazuza da diretora Sandra Werneck me impressionou bastante. Confesso que não acompanhei a saga do Barão Vermelho nem a do Cazuza solo. Quando Cazuza morreu eu mal entendia o mundo. Tenho alguns amigos mais velhos e conversando com eles pude compreender algumas coisas essenciais para produzir essa crítica. Mas vamos ao comentário.
Logo de cara percebemos que a Globo não brinca mesmo em serviço, quando ela quer algo, ou sai do jeito que ela quer, ou não sai. O lado bom disso é que, pelo menos, sai com qualidade. Podemos dizer que o famoso padrão Globo de qualidade marcou mesmo o filme Cazuza. Ponto positivo. Entretanto, quando se faz uma análise geral, não é possível deixar passar em branco o roteiro quebrado do filme. Posso até entender, pois contar a vida de Cazuza em 1 hora e 36 minutos é complicado. Entendi, mas não perdoei, fica aqui a ressalva. Algo fica no ar, pois a ascensão de Cazuza não foi bem explicada. Há um buraco muito grande entre a parte em que ele estava começando na carreira e a parte que ele já é uma estrela.
Outra. Tudo bem que a diretora Sandra Werneck foi até onde ela pôde, mas perto do que foi vida de Cazuza (um dos fatos descobertos nas conversas com meus amigos mais velhos) o filme é light demais. Preservaram a imagem do Cazuza na intenção de não prejudicar a marca do filme que é o ídolo Cazuza.
Acho que nunca vi um filme com tantas frases de efeito quanto esse. Tudo bem, é legal, dá um tom meio que poético. Só que vai chegando no final e essas frases de efeito vão cansando. O diálogo foi bastante prejudicado por isso. Me perguntei, ´Puxa, esse cara só falava filosofando? Será que era a maconha? Ele não falava coisas normais?´. São alguns questionamentos que me vieram à cabeça quando essas frases começaram a encher o saco.
Outro deslize do filme foi explorar pouco os coadjuvantes. Estou tentando descobrir até agora o nome da personagem da Leandra Leal, que aparece relativamente muito na trama. Falando em omissão, figuras importantes na vida de Cazuza foram omitidas do filme. Ney Matogrosso que foi namorado de Cazuza e Cássia Eller, grande amiga do cantor, são apenas dois exemplos. Sobre o primeiro, comenta-se que foi a pedido do próprio...Mas a diretora foi esperta e deu jeitinho bastante inteligente e sutil de lembrar Ney, que esteve ao lado de Cazuza nos momentos mais difíceis da vida do cantor (outro fato descoberto com os amigos). Numa cena estão abraçados Cazuza e sua Mãe, Lucinha. Juntos eles cantam uma famosa música do compositor Cartola, interpretada magistralmente por Ney. O trecho foi o seguinte: ´As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti...´.
Finalmente chegamos à parte de falar bem do filme, afinal ele merece pois é uma grande película. Primeiramente o elenco. Ótimo, pelos menos os atores principais. Marieta Severo e Reginaldo Faria deram show e provaram que os artistas brasileiros são bons. E como não poderia ser diferente, a estrela do filme, Daniel de Oliveira. O garoto mandou muito bem como Cazuza. Sua preparação foi dura e valeu a pena. Lembro quando vi na TV algo sobre o teste para atores para interpretar Cazuza. A cena do teste foi a reprodução de quando Cazuza recebeu o exames de AIDS positivo. Ali, Daniel começou seu show particular como Cazuza. A caracterização ficou perfeita, em alguns momentos os dois ficaram idênticos. Parabéns mesmo ao Daniel.
O rock foi a tônica do filme. A condução frenética levada ao ritmo do rock reflete bem e combina com a movimentada vida de Cazuza. Ponto positivo. Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora é perfeita. Acho que todos que assistiram ao filme catarolaram as músicas bem baixinho sempre que elas entravam em cena.
Chegando ao fim (sim, finalmente, esta crítica está longa demais) a poesia tomou conta de vez da produção que a esta altura já estava com o clima totalmente ameno, bem diferente do começo do filme quando se viu cenas fortes e de impacto. Acho que isso vai também da fase final da vida do Cazuza, doente, ele deu uma diminuída nas loucuras (diminuiu mas não parou).
A missão do filme de criar, mostrar e firmar a imagem do ídolo Cazuza, principalmente, para os que não conheciam a história dele (como eu) foi cumprida. Nisso, o filme se assemelha a Diário de Motocicletas (só nisso pelo amor de Deus).
Resumindo, a vida de Cazuza foi mesmo intensa, tão intensa que ele mesmo não conseguiu segurar a barra. Morreu novo, quando poderia estar por aí esbanjando todo o seu talento musical. Como ele mesmo escreveu em uma música que é tocada no final do filme. ´Vida louca, vida breve...´ Realmente uma pena, ele era gênio. Mas acho que Cazuza se foi com a consciência do que fez em vida e o mais importante, não se arrependera de nada.

Filme assistido no UCI Tacaruna em 23/04/2004


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Sexta-feira, Junho 25, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Ainda em clima de êxtase publico a crítica do filme Pelé Eterno que estréia nesta sexta-feira. Amantes do futebol não percam tempo, assitam o quanto antes. Não esqueçam comentem a opinião dos leitores é importantíssima.



Imagens que emocionam

Um prato cheio para os amantes do futebol. O documentário Pelé Eterno, do diretor Aníbal Massaini, reúne um grande acervo de imagens de belíssimos gols, jogadas perfeitas e dribles desconcertantes. É emocionante, poucos filmes de drama ou romance foram capazes de me emocionar, mas bastaram trinta minutos de filme para os olhos marejarem. Imagens que dispensam narração, apresentação, que falam por si sós.
Infelizmente, os deslizes foram inevitáveis. As imagens e depoimentos da família reunida com Pelé são muito forçadas, faltou habilidade em produzir algo mais espontâneo (ou que pelo menos parecesse assim). E Pelé Eterno cumpre a missão que traz no título, eternizar a figura e o mito Pelé. Tudo bem, já que o filme se trata de uma ¿biografia¿, mas para fazê-lo será que é preciso mesmo ocultar figuras tão importantes como Garrincha? Além disso, nem ouvi falar sobre o ídolo de Pelé, o Zizinho, o mestre Ziza, craque do Santos. Sem falar que a edição bobeou e simplesmente ´esqueceu´ o gol do canhota Gérson na final da Copa de 1970, um pecado mortal.
Algumas situações da vida do Rei ou deixaram de ser contempladas ou foram citadas para não passarem em branco. Problemas foram minimizados e as qualidades exaltadas, uma ´biografia´ bastante generosa diria.
Muito válida e legal a idéia de mostrar dois gols importantíssimos na carreira de Pelé. O gol de placa, em 1961, e o gol da Rua Javari, em 1959. O primeiro foi reconstituído com garotos e montado junto com imagens pesquisadas. Os registros desse gol não foram encontrados o que forçou o diretor a buscar tal opção. Já o segundo não teve registro algum, mas os depoimentos dos jogadores que estavam naquela partida foram ótimos esclarecendo bastante o gol. A jogada foi recriada em computação gráfica nos revelando a beleza do gol marcado por Pelé contra o Juventus.
Ver os chapéus, canetas, chutes, cabeçadas e carrinhos, lances perfeitos e lindos que inebriam os amantes do futebol e fizeram valer a pena agüentar alguns comentários pouco espontâneos de Pelé durante o documentário. É difícil não se impressionar com um garoto que aos 15 anos chega ao Santos e aos 16 já era titular absoluto daquele grande time, bicampeão paulista. Meteoricamente este mesmo garoto, aos 17 anos, chega à Seleção Brasileira e dá a uma nação apaixonada por futebol o seu primeiro título mundial. Agora entendo o porquê de pessoas com os seus 50 anos torcerem para o Santos. Um timaço, Pelé, Coutinho, Pepe, Clodoaldo, Zito entre outros grandes. Confesso que a minha vontade era ter nascido há 40 anos só para ter o prazer de vê-lo jogar. Os lances são incríveis extasiam e emocionam o amante do bom futebol. Certa vez ouvi na televisão que não foram os ingleses que inventaram o futebol, pois, depois de ver Pelé jogando, aquilo que havia se passado antes, dificilmente, poderia se chamado de futebol. Concordo com isso.
A montagem das cenas de jogo é louvável e todos os elogios são poucos para pesquisa da equipe de produção do documentário. Cenas inéditas para maioria do público e que tinham o ¿dever¿ de vir a público para mostrar a real beleza do futebol, perdida há muito tempo. Se o filme deixa a desejar, as imagens de jogo nos hipnotizam, nos alegram e nos fazem ir ao cinema. Aqueles gols e imagens sim, merecem a eternidade.

Filme visto na Pré-estréia, em Recife, no cinema UCI do Shopping Center Recife em 24 de Junho de 2004

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Quarta-feira, Junho 23, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Leitores, a pré-estréia do Filme Pelé Eterno aqui em Recife será na quinta-feira e adivinhem quem vai estar lá no Mutiplex? Eu mesmo, claro, vai sair material novinho em folha para vocês. Novas críticas ainda essa semana. Até mais e comentem!

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Segunda-feira, Junho 21, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Não poderia deixar de publicar algo sobre o lançamento do filme sobre o Pelé, materiazinha produzida pela agência EFE.

Pelé é eternizado em documentário sobre sua vida
O ex-jogador de futebol Pelé apresentou na segunda-feira, no Rio de Janeiro, um filme que mostra boa parte de sua carreira, incluindo imagens inéditas de muitos dos 1.281 gols que marcou em sua passagem pelos gramados.
"Pelé Eterno", produzido e dirigido pelo brasileiro Aníbal Massaini, estreou no fim de semana passado em São Paulo e será distribuído mundialmente pela United International Pictures, uma empresa dos estudos Universal. O filme estreará no resto da América Latina durante o segundo semestre do ano, enquanto sua apresentação na Europa está prevista para dezembro. O filme, de 120 minutos, descreve brevemente a infância humilde de Pelé e conta sua carreira desde sua chegada ao Santos. A produção mostra imagens de cerca de 400 gols marcados por Pelé em sua longa carreira e outros, os melhores na opinião do ex-jogador, que foram recriados mediante sistema de computação, pois não existiam registros em filme. Segundo disse o próprio Pelé, "é um filme que toca muito, que me produz muitas emoções".

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Achei o máximo. Confiram só o poster do filme de Michael Moore, Fahrenheit 9/11, vencedor da palma de ouro em Cannes. Fahrenheit 9/11 estréia nos Estados Unidos em 25 de junho, dias antes do importante feriado da independência americana, o Four July, ou 4 de julho. No Brasil, a produção será distribuída pela Europa Filmes e deve ser lançada em julho entre os dias 9 e 16.

Tradução da frase na parte superior do cartaz: ´A temperatura na qual a liberdade queima!´



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Segunda-feira, Junho 14, 2004<$BlogDateHeaderDate$>

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Continuando minha saga de trailers, assisti agora ao trailer de Shrek 2 que no sábado, 12 de junho conseguiu desbancar Procurando Nemo do topo do ranking das maiores bilheterias de longas-metragens de animação em todos os tempos nos Estados Unidos. Em seu 25º dia em cartaz, a produção atingiu 346,5 milhões de dólares, contra os 339,8 milhões do mais recente filme da Pixar. Muito legal!

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