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Crítica de filmes hollywoodianos (ou não), que passam no cinema, na tv, dvd... feitas por um mero "assistidor" de filmes que estuda jornalismo e se acha "O Crítico de Cinema". Agora também com Notícias do Mundo do Cinema!

 
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Terça-feira, Junho 29, 2004
 
Como grande fã de Star Wars publico aqui uma matéria do site omelete.com.br (visitem!) sobre o Episódio III. Estou ansioso por essa continuação que infelizmente será a última da melhor série de filmes que já acompanhei (junto a Poderoso Chefão).



Segundo o site oficial de Star Wars, as filmagens adicionais de Star Wars: Episódio III já estão programadas e envolverão principalmente trabalho diante de tela azul, que mais tarde será substituída por cenários e personagens digitais. O produtor Rick McCallum informou que eles estão atualmente na segunda montagem do filme e que o diretor George Lucas já mostrou a versão preliminar da aventura a chefes de departamentos diversos e alguns amigos íntimos. A montagem atual ainda não inclui animações CGI, apenas marcações de baixa resolução que servirão como guias na pós-produção.
A nova rodada de filmagens começará dia 23 de agosto e seguirá até 4 de setembro, no Reino Unido. Os atores que voltarão para as novas cenas são Silas Carson, Hayden Christensen, Anthony Daniels, Samuel L. Jackson, Ian McDiarmid, Christopher Lee, Ewan McGregor e Natalie Portman. McCallum também revelou que uma cena inédita inteira será filmada e que ela mostra uma conversa entre Anakin e Yoda.

Star Wars: Episódio III estréia em 19 de maio de 2005.


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Domingo, Junho 27, 2004
 
Se preparem, as críticas estão chegando em massa. Como prometido, mais uma, a do filme Cazuza, o tempo não pára. Muito bom. Não esqueçam de comentar.



´Vida louca, vida breve...´

O filme Cazuza da diretora Sandra Werneck me impressionou bastante. Confesso que não acompanhei a saga do Barão Vermelho nem a do Cazuza solo. Quando Cazuza morreu eu mal entendia o mundo. Tenho alguns amigos mais velhos e conversando com eles pude compreender algumas coisas essenciais para produzir essa crítica. Mas vamos ao comentário.
Logo de cara percebemos que a Globo não brinca mesmo em serviço, quando ela quer algo, ou sai do jeito que ela quer, ou não sai. O lado bom disso é que, pelo menos, sai com qualidade. Podemos dizer que o famoso padrão Globo de qualidade marcou mesmo o filme Cazuza. Ponto positivo. Entretanto, quando se faz uma análise geral, não é possível deixar passar em branco o roteiro quebrado do filme. Posso até entender, pois contar a vida de Cazuza em 1 hora e 36 minutos é complicado. Entendi, mas não perdoei, fica aqui a ressalva. Algo fica no ar, pois a ascensão de Cazuza não foi bem explicada. Há um buraco muito grande entre a parte em que ele estava começando na carreira e a parte que ele já é uma estrela.
Outra. Tudo bem que a diretora Sandra Werneck foi até onde ela pôde, mas perto do que foi vida de Cazuza (um dos fatos descobertos nas conversas com meus amigos mais velhos) o filme é light demais. Preservaram a imagem do Cazuza na intenção de não prejudicar a marca do filme que é o ídolo Cazuza.
Acho que nunca vi um filme com tantas frases de efeito quanto esse. Tudo bem, é legal, dá um tom meio que poético. Só que vai chegando no final e essas frases de efeito vão cansando. O diálogo foi bastante prejudicado por isso. Me perguntei, ´Puxa, esse cara só falava filosofando? Será que era a maconha? Ele não falava coisas normais?´. São alguns questionamentos que me vieram à cabeça quando essas frases começaram a encher o saco.
Outro deslize do filme foi explorar pouco os coadjuvantes. Estou tentando descobrir até agora o nome da personagem da Leandra Leal, que aparece relativamente muito na trama. Falando em omissão, figuras importantes na vida de Cazuza foram omitidas do filme. Ney Matogrosso que foi namorado de Cazuza e Cássia Eller, grande amiga do cantor, são apenas dois exemplos. Sobre o primeiro, comenta-se que foi a pedido do próprio...Mas a diretora foi esperta e deu jeitinho bastante inteligente e sutil de lembrar Ney, que esteve ao lado de Cazuza nos momentos mais difíceis da vida do cantor (outro fato descoberto com os amigos). Numa cena estão abraçados Cazuza e sua Mãe, Lucinha. Juntos eles cantam uma famosa música do compositor Cartola, interpretada magistralmente por Ney. O trecho foi o seguinte: ´As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti...´.
Finalmente chegamos à parte de falar bem do filme, afinal ele merece pois é uma grande película. Primeiramente o elenco. Ótimo, pelos menos os atores principais. Marieta Severo e Reginaldo Faria deram show e provaram que os artistas brasileiros são bons. E como não poderia ser diferente, a estrela do filme, Daniel de Oliveira. O garoto mandou muito bem como Cazuza. Sua preparação foi dura e valeu a pena. Lembro quando vi na TV algo sobre o teste para atores para interpretar Cazuza. A cena do teste foi a reprodução de quando Cazuza recebeu o exames de AIDS positivo. Ali, Daniel começou seu show particular como Cazuza. A caracterização ficou perfeita, em alguns momentos os dois ficaram idênticos. Parabéns mesmo ao Daniel.
O rock foi a tônica do filme. A condução frenética levada ao ritmo do rock reflete bem e combina com a movimentada vida de Cazuza. Ponto positivo. Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora é perfeita. Acho que todos que assistiram ao filme catarolaram as músicas bem baixinho sempre que elas entravam em cena.
Chegando ao fim (sim, finalmente, esta crítica está longa demais) a poesia tomou conta de vez da produção que a esta altura já estava com o clima totalmente ameno, bem diferente do começo do filme quando se viu cenas fortes e de impacto. Acho que isso vai também da fase final da vida do Cazuza, doente, ele deu uma diminuída nas loucuras (diminuiu mas não parou).
A missão do filme de criar, mostrar e firmar a imagem do ídolo Cazuza, principalmente, para os que não conheciam a história dele (como eu) foi cumprida. Nisso, o filme se assemelha a Diário de Motocicletas (só nisso pelo amor de Deus).
Resumindo, a vida de Cazuza foi mesmo intensa, tão intensa que ele mesmo não conseguiu segurar a barra. Morreu novo, quando poderia estar por aí esbanjando todo o seu talento musical. Como ele mesmo escreveu em uma música que é tocada no final do filme. ´Vida louca, vida breve...´ Realmente uma pena, ele era gênio. Mas acho que Cazuza se foi com a consciência do que fez em vida e o mais importante, não se arrependera de nada.

Filme assistido no UCI Tacaruna em 23/04/2004




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Sexta-feira, Junho 25, 2004
 
Ainda em clima de êxtase publico a crítica do filme Pelé Eterno que estréia nesta sexta-feira. Amantes do futebol não percam tempo, assitam o quanto antes. Não esqueçam comentem a opinião dos leitores é importantíssima.



Imagens que emocionam

Um prato cheio para os amantes do futebol. O documentário Pelé Eterno, do diretor Aníbal Massaini, reúne um grande acervo de imagens de belíssimos gols, jogadas perfeitas e dribles desconcertantes. É emocionante, poucos filmes de drama ou romance foram capazes de me emocionar, mas bastaram trinta minutos de filme para os olhos marejarem. Imagens que dispensam narração, apresentação, que falam por si sós.
Infelizmente, os deslizes foram inevitáveis. As imagens e depoimentos da família reunida com Pelé são muito forçadas, faltou habilidade em produzir algo mais espontâneo (ou que pelo menos parecesse assim). E Pelé Eterno cumpre a missão que traz no título, eternizar a figura e o mito Pelé. Tudo bem, já que o filme se trata de uma ¿biografia¿, mas para fazê-lo será que é preciso mesmo ocultar figuras tão importantes como Garrincha? Além disso, nem ouvi falar sobre o ídolo de Pelé, o Zizinho, o mestre Ziza, craque do Santos. Sem falar que a edição bobeou e simplesmente ´esqueceu´ o gol do canhota Gérson na final da Copa de 1970, um pecado mortal.
Algumas situações da vida do Rei ou deixaram de ser contempladas ou foram citadas para não passarem em branco. Problemas foram minimizados e as qualidades exaltadas, uma ´biografia´ bastante generosa diria.
Muito válida e legal a idéia de mostrar dois gols importantíssimos na carreira de Pelé. O gol de placa, em 1961, e o gol da Rua Javari, em 1959. O primeiro foi reconstituído com garotos e montado junto com imagens pesquisadas. Os registros desse gol não foram encontrados o que forçou o diretor a buscar tal opção. Já o segundo não teve registro algum, mas os depoimentos dos jogadores que estavam naquela partida foram ótimos esclarecendo bastante o gol. A jogada foi recriada em computação gráfica nos revelando a beleza do gol marcado por Pelé contra o Juventus.
Ver os chapéus, canetas, chutes, cabeçadas e carrinhos, lances perfeitos e lindos que inebriam os amantes do futebol e fizeram valer a pena agüentar alguns comentários pouco espontâneos de Pelé durante o documentário. É difícil não se impressionar com um garoto que aos 15 anos chega ao Santos e aos 16 já era titular absoluto daquele grande time, bicampeão paulista. Meteoricamente este mesmo garoto, aos 17 anos, chega à Seleção Brasileira e dá a uma nação apaixonada por futebol o seu primeiro título mundial. Agora entendo o porquê de pessoas com os seus 50 anos torcerem para o Santos. Um timaço, Pelé, Coutinho, Pepe, Clodoaldo, Zito entre outros grandes. Confesso que a minha vontade era ter nascido há 40 anos só para ter o prazer de vê-lo jogar. Os lances são incríveis extasiam e emocionam o amante do bom futebol. Certa vez ouvi na televisão que não foram os ingleses que inventaram o futebol, pois, depois de ver Pelé jogando, aquilo que havia se passado antes, dificilmente, poderia se chamado de futebol. Concordo com isso.
A montagem das cenas de jogo é louvável e todos os elogios são poucos para pesquisa da equipe de produção do documentário. Cenas inéditas para maioria do público e que tinham o ¿dever¿ de vir a público para mostrar a real beleza do futebol, perdida há muito tempo. Se o filme deixa a desejar, as imagens de jogo nos hipnotizam, nos alegram e nos fazem ir ao cinema. Aqueles gols e imagens sim, merecem a eternidade.

Filme visto na Pré-estréia, em Recife, no cinema UCI do Shopping Center Recife em 24 de Junho de 2004


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Quarta-feira, Junho 23, 2004
 
Leitores, a pré-estréia do Filme Pelé Eterno aqui em Recife será na quinta-feira e adivinhem quem vai estar lá no Mutiplex? Eu mesmo, claro, vai sair material novinho em folha para vocês. Novas críticas ainda essa semana. Até mais e comentem!

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Segunda-feira, Junho 21, 2004
 
Não poderia deixar de publicar algo sobre o lançamento do filme sobre o Pelé, materiazinha produzida pela agência EFE.

Pelé é eternizado em documentário sobre sua vida
O ex-jogador de futebol Pelé apresentou na segunda-feira, no Rio de Janeiro, um filme que mostra boa parte de sua carreira, incluindo imagens inéditas de muitos dos 1.281 gols que marcou em sua passagem pelos gramados.
"Pelé Eterno", produzido e dirigido pelo brasileiro Aníbal Massaini, estreou no fim de semana passado em São Paulo e será distribuído mundialmente pela United International Pictures, uma empresa dos estudos Universal. O filme estreará no resto da América Latina durante o segundo semestre do ano, enquanto sua apresentação na Europa está prevista para dezembro. O filme, de 120 minutos, descreve brevemente a infância humilde de Pelé e conta sua carreira desde sua chegada ao Santos. A produção mostra imagens de cerca de 400 gols marcados por Pelé em sua longa carreira e outros, os melhores na opinião do ex-jogador, que foram recriados mediante sistema de computação, pois não existiam registros em filme. Segundo disse o próprio Pelé, "é um filme que toca muito, que me produz muitas emoções".


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Achei o máximo. Confiram só o poster do filme de Michael Moore, Fahrenheit 9/11, vencedor da palma de ouro em Cannes. Fahrenheit 9/11 estréia nos Estados Unidos em 25 de junho, dias antes do importante feriado da independência americana, o Four July, ou 4 de julho. No Brasil, a produção será distribuída pela Europa Filmes e deve ser lançada em julho entre os dias 9 e 16.

Tradução da frase na parte superior do cartaz: ´A temperatura na qual a liberdade queima!´





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Segunda-feira, Junho 14, 2004
 

Continuando minha saga de trailers, assisti agora ao trailer de Shrek 2 que no sábado, 12 de junho conseguiu desbancar Procurando Nemo do topo do ranking das maiores bilheterias de longas-metragens de animação em todos os tempos nos Estados Unidos. Em seu 25º dia em cartaz, a produção atingiu 346,5 milhões de dólares, contra os 339,8 milhões do mais recente filme da Pixar. Muito legal!


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Quinta-feira, Junho 10, 2004
 

Acabei de conferir o novo trailer do filme do Bob Esponja, está bastante esngraçado. A história é aseguinte: O malvado Plancton roubou a coroa do Rei Netuno e pôs a culpa no Sr. Sirigueijo, só para roubar a fórmula secreta do hambúrguer e ter o melhor restaurante da fenda do bikini. Mas Bob Esponja e Patrick nunca deixam seus amigos na mão (O Lula Molusco que o diga!) e vão ajudar o Sr. Sirigueijo a se livrar dessa enrascada. É um filme policial com muito humor, vale a pena esperar até novembro!

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Sexta-feira, Junho 04, 2004
 
Como prometido, embora que com um pequeno atraso, a crítica, ou melhor um comentário (abro uma exceção desta vez) sobre o filme do diretor Walter Salles, Diários de Motocileta. Posso garantir a todos que depois de escrever este comentário, minhas críticas nunca mais serão as mesma, fico feliz por notar em mim alguma evolução, por mais ínfima que ela seja. Gostaria de ler os comentários de vocês, obrigado.



E Ernesto virou Che

Pegar uma moto e sair viajando para conhecer o meu continente. Foi exatamente esta a vontade que tive assim que saí do cinema onde assisti ao filme Diário de Motocicletas, do diretor Walter Salles. Porém, muito mais importante do que o simples turismo é conhecer o continente em que vivemos e deixarmos essa idéia boba de rivalidade entre os países.
Mas como grande observador que sou, notei a reação de algumas pessoas que já conheciam alguns pontos da América Latina, em especial uma moça que não parava de falar ao meu lado no cinema. Incomodou, porém, até que ajudou na construção deste comentário. Percebi que daquele tempo para cá, pouca coisa mudou nesta América Latina. Claro que a urbanização e a modernidade chegaram, mas algumas locações ainda permanecem como antes, sendo facilmente reconhecidas quando mostradas no filme. Pior, as desigualdades e injustiças ainda permanecem, como se em mais de 50 anos, não tivéssemos evoluído humanamente cinco dias.
Um filme em que se percebe, claramente, as características do diretor Walter Salles, que esbanjou sua conhecida competência. Não é à toa a película foi uma das mais aplaudidas no Festival de Cannes.
Muito interessante a maneira e o foco escolhido por Salles, José Rivera (roteirista) e sua equipe para falar sobre Ernesto Che Guevara. Na verdade ele não falou em Che, pois o jovem estudante de medicina ainda não havia se tornado o General Che. Por mais coadjuvante que possa tecnicamente parecer, o seu companheiro Alberto Granado teve participação tão importante quanto do jovem Ernesto. Aproveitando aqui para elogiar as atuações dos atores Gael García Bernal (que mostrou mais uma vez ser mais do que um rostinho bonito nas telas, embora algumas garotas não entendam a tônica do filme por estarem interessadas apenas nos dotes do ator) e do Rodrigo de La Serna, que por pouco, realmente, não roubou a cena. Voltando ao foco do filme, abordar a formação (e porque não transformação) do revolucionário Ernesto Guevara foi muito mais importante do que mostrar as suas lutas em Cuba, na Bolívia ou no Congo. Revelar ao público como Ernesto e Alberto foram descobrindo a América e seus contrastes e problemas e como tudo isso os influenciou. Muito mais importante do que mostrar a luta é mostrar-se o caminho e a construção desse espírito de luta. Os livros, as pessoas e os contatos com a realidade que transformaram o espírito de aventura tão comum nos jovens, em um espírito revolucionário com o de Che.
As paisagens da América Latina proporcionam um quê a mais na fotografia do filme que é completada pelos ótimos enquadramentos em preto e branco, que entram apenas quando necessário para reforçar o clima de contraste.
Divisor de águas no filme, a quebra da moto no Chile marca o início da caminhada e do encontro com a realidade de perto. A pé, o eles estavam mais próximos dos acontecimentos, a garupa da moto acabava os distanciando dessa realidade.
A chegada ao leprosário foi um fato que marcou a vida de Ernesto para sempre. A experiência ali é essência propriamente dita do filme, pois naquele local tudo o que foi vivido durante a viagem foi consolidado na mente do jovem Guevara, que a partir dali começava a transformar-se no General Che. A festa do seu 24° aniversário foi a metáfora perfeita do rito de transformação pelo qual passou Ernesto. O mergulho no rio para atravessar ao outro lado foi o enfrentamento e a vitória diante dos seus maiores temores (representado no filme pela sua asma crônica). A partir dali ele não teria mais o que temer, só o que enfrentar, só o que vencer.
Finalizando o filme, a lágrima do amigo Alberto, ainda vivo, que se emocionou ao acompanhar as gravações do filme. Sua lágrima foi compartilhada por muitos no cinema que também viveram a emoção e descobriram, na pelicula, que estamos presos e que clamamos por liberdade.

Hoje, numa indústria cinematográfica que se preocupa apenas em entreter (ou idiotizar?) fico feliz de ter visto um filme que me fez ver muito mais do que efeitos especiais, tiros, perseguições ou mortes banais. Um filme que nos faz pensar e que chama atenção para o despertar da nossa consciência, principalmente nós que lutamos tanto ter um mundo melhor para se viver.

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Quinta-feira, Junho 03, 2004
 













Notas
Cinematográficas




Novo
Filme de Almodóvar por vir



Quase terminadas as turnês de apresentação de La mala educación na
Europa, o diretor Pedro Almodóvar defronta-se com o clássico trio de
projetos. Tarântula, um policial que deveria ser seu primeiro filme em inglês
e também sua primeira adaptação de um livro não escrito por ele, é o mais
adiantado, apesar do cineasta ter dito, em Cannes, que o roteiro não o
satisfazia. Antonio Banderas e Penélope Cruz declararam-se dispostos a
assumir os papéis principais. Os outros dois projetos são Los amantes
pasajeros, uma comédia ao estilo de Mulheres à Beira de um Ataque de
Nervos, e La Abuela, fantasma que segue mais a linha de La flor de mi
secreto.


Negócios em
família



Enquanto isso, a companhia El Deseo S.A., que Pedro tem com seu irmão Agustín,
após produzir o segundo longa-metragem da argentina Lucrecia Martel, La niña
santa, dispõe-se a financiar o novo de Isabel Coixet, The Secret Life of
Words, que contra o drama de uma mulher que vive em um universo masculino
em uma plataforma petrolífera no mar do Norte. Será o segundo filme em
inglês da catalã Coixet depois de My Life Without Me, também produzido por
El Deseo.






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Terça-feira, Junho 01, 2004
 
O Filme sobre a vida do Cazuza foi lançado nesta segunda-feira. Pelo que pude observar no trailer, o filme ficou muito bom. O ator Daniel Oliveira ficou realmente muito bem caracterizado como Cazuza e sua interpretação me pareceu muito convincente, nada surpreendente dado seu enorme talento.

O longa Cazuza - O Tempo Não Pára estreará nacionalmente no próximo dia 11 de junho e divide-se entre uma vocação de documentário e ficção em sua missão de mostrar os dez últimos anos da vida do roqueiro, que morreu em 1990 aos 32 anos, vítima do vírus HIV. O ator Daniel de Oliveira interpreta Cazuza, enquanto Marieta Severo faz o papel de sua mãe, Lucinha Araújo.
Para o diretor de fotografia Walter Carvalho, que também divide a direção geral com Sandra Werneck, o longa é um filme de ficção, "a representação da vida de Cazuza, uma reflexão livre". "Não é um documentário", definiu.
O filme é baseado no livro Só as Mães são Felizes, que reúne depoimentos de Lucinha Araújo à jornalista Regina Echeverria. Para Lucinha, o resultado final do filme é fiel à vida do filho. "Não adiantava fazer um Cazuza bonzinho, todo mundo sabe que ele não vivia num mosteiro."
Apesar disso, Cazuza - O Tempo Não Pára não mostra em momento algum a relação entre o roqueiro e o cantor Ney Matogrosso. Segundo o produtor Daniel Filho, o músico Paulinho Moska faria o papel de Ney Matogrosso no longa, mas a produção optou por excluir o romance para "não correr riscos desnecessários".
Segundo a co-diretora Sandra Werneck, o caso entre os dois foi eliminado da produção para "proteger o Ney". "Seria um outro filme só sobre a vida dos dois. Quisemos nos concentrar na vida de Cazuza", explicou a jornalistas ao lado de Lucinha Araújo, Walter Carvalho, Daniel Filho e de parte da equipe do longa, reunida em um hotel na capital paulista.
O filme, que teve orçamento de R$ 6 milhões, terá 10% da renda das bilheterias doada à fundação Viva Cazuza, criada por Lucinha Araújo para apoiar crianças portadoras do vírus da Aids.



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